Parabéns para nós publicitários :)
Tirinha: Vida em Agência
Carlos Domingos, em seu livro Criação sem Pistolão - Segredos para você se tornar um grande criativo.
Quase todo mundo sabe que a dupla de criação de uma agência de publicidade é formada pelo redator e pelo diretor de arte. Mas você sabe o que cada um faz - em especial, o redator? Escrevi esse artigo no site da Full Haus, agência na qual sou redatora. Espero que ajude você a compreender melhor o que faz um redator publicitário, seja você da área ou não. Enjoy ;)
Ressignificação do videoclipe London Calling – The Clash
A música London Calling, do The Clash, pode ser considerada um canção extremamente representativa do movimento Punk surgido na década de 70. Sua letra, que retrata uma Londres decadente, nada mais é do que a visão que a própria banda tinha do Reino Unido e sua forma de governo - em especial no que diz respeito à Monarquia. O clipe se passa todo com a banda tocando em um cais. Nada mais. A cena é escura. O grande significado do vídeo, que remete ao refrão da música, é o fato do “viver às margens”. Quando o The Clash canta que não tem medo que Londres esteja se acabando, pois eles vivem “pelo rio”, às margens do rio, o que eles querem dizer é que o movimento Punk ia contra todo o conservadorismo e tradicionalismo da sociedade britânica. De maneira bem regional, a banda demonstra sua visão daquele período específico, quando grupos desprovidos – na maioria das vezes - de talentos musicais refinados, gritavam contra tudo à sua volta que considerassem fútil, antiquado, hipócrita.
Na ressignificação feita pelo grupo, tiramos totalmente a música de seu contexto londrino , punk e prioritariamente político, trazendo a letra para o período atual, criticando dessa vez não o Estado, mas as pessoas e suas vidas; todo o contexto de superficialidade que, hoje, tem muito mais ligação com a economia, a tecnologia e as ideologias do que com a administração política.
Ao colocar alimentos disputando uma partida de xadrez, metaforicamente nos referimos à batalha humana em que vivemos, motivada sempre pelo que poderíamos chamar de fome: fome de dinheiro, de poder, de tecnologia, de consumo; e falta de fome: de viver, de pensar, de se relacionar, de criar laços com pessoas, de ser além das aparências.
Londres chama, pois foi lá, afinal, que tudo começou. Revolução Industrial, metrópole. Reflexo do que grande parte do mundo se tornaria.
Num jogo onde não há vencedores, apenas a figura obscura da morte – seja literal ou metafórica – sobrevive ( ironicamente) à destruição.
O videoclipe possui referências a seis filmes:
O Sétimo Selo
Representado pela partida de xadrez, cartas de baralho, citação do apocalipse, capa preta.
A luta contra a morte é diária, mas não apenas em sentido literal. Trata-se de uma luta constante por respostas. A morte nesse contexto representa a rotina em que vivemos. Somos consumidos pela falta de tempo, pela superficialidade das relações, pela fragmentação das ideias e objetivos.
Jogar com a morte, hoje, é ambíguo: ao mesmo tempo em que a desafiamos - bebendo demais, fumando demais, se estressando demais – fazemos de tudo para evitá-la. Queremos vencê-la, queremos ser eternos.
Clube da Luta
Os cartões de crédito, a Coca-cola, a Pepsi e o dólar representam o capitalismo. O mundo potencialmente compulsivo em que vivemos.
Casablanca
A jogada chamada “Defesa Francesa”. A torre Eiffel caída próximo do tabuleiro.
É uma idéia de destruição, mas se seguirmos o que a jogada representa no filme, trata-se de uma representação falsa de identidade. Querer aparentar algo que não é de fato.
Há também uma pequena brincadeira na Torre Eiffel caída, pela rivalidade Inglaterra X França.
De olhos bem fechados
As máscaras do baile, presentes em todo o filme. São usadas de uma maneira bastante literal, esconder-nos.
Laranja Mecânica
O leite. A fuga da realidade. A quebra de regras. Um mundo decadente, ultraviolento, mas conformado com sua situação.
A Origem
O peão, que brinca com o que é realidade ou não. A nossa vida. O que realmente é verdadeiro, o que é ilusório. A busca constante pela fuga de nossa própria realidade, atrás de uma ilusão que seja melhor do que o que enfrentamos todos os dias.
Videoclipe criado para a disciplina de Ciência da Comunicação IV, do curso de Propaganda, Publicidade e Criação - Universidade Presbiteriana Mackenzie. Professor: Zé Maurício.
Simplesmente maravilhoso. Não tenho o que comentar. Obs: quero essa trilha sonora!Inspiração muda tudo - Comercial Brastemp
PALESTRA com o DIRETOR DE CRIAÇÃO da DM9DDB no Mackenzie - 31/08 18:00h
Encontrei no Youtube. Não sei a agência nem o país, mas adorei. Muito criativa! :)Comercial - Camisinha de ‘Chiclete’
Belíssimo comercial da ABAP sobre a importância da propaganda.
As pessoas insistem em “demonificar” a publicidade, como se a tarefa de transformar em arte a imagem de um produto fosse pior do que a tarefa de um vendedor de carros, de uma costureira, de um arquiteto, de qualquer outra profissão. Todos querem vender seus produtos e serviços, todos querem ganhar dinheiro, assim como você, tenho certeza. O que a propaganda faz é, além de mostrar para as pessoas que esse produto ou serviço existe, mostrar que ele não é apenas mais um, que ele pode ter a ver com você; é trabalhar com o emocional, mexer com os sentidos. A propaganda embeleza a arte de vender.

Para divulgar sua nova tecnologia de refrigeração VitaFresh, quemantém alimentos até três vezes mais frescos que os refrigeradores habituais,a Bosch colocou em 24 supermercados da Alemanha, durante seis dias, imitações de carnes de dinossauros e outros animais pré-históricos, como mamutes e tigres dente-de-sabre. Cada embalagem, idêntica à qualquer outra que venda carnes comuns em um supermercado, continha o texto “Mantenha seus alimentos frescos por muito mais tempo. Congele com a tecnologia VitaFresh”, além de especificar a que animal pertencia à “carne”. O rótulo continha também QR Codesque encaminhavam para o website da VitaFresh. Além dos produtos nos freezers, havia também anúncios nos panfletos do estabelecimento e nos alto-falantes, de modo que os consumidores que estavam fazendo compras podiam ser surpreendidos com o anúncio de uma oferta de carne de Pterodáctilo.
A ação atingiu cerca de 75.000 pessoas e foi criação da agência DDB Berlim. Exemplo de criatividade.


Mesmo antes de decidir fazer publicidade, ver boas propagandas sempre me atraiu. Agora, fico ainda mais impressionada quando vejo publicidades realmente criativas e inovadoras. As imagens abaixo mostram anúncios em elevadores, uma ótima mídia para ser explorada, tendo em vista que o consumidor não consegue fugir da exposição a ela, normalmente fica um tempo considerável esperando o elevador ou dentro dele para prestar atenção na mensagem e, nos casos abaixo, as publicidades são realmente divertidas, chamam a atenção e surpreendem. Fico muito feliz também por ver que diversos destes anúncios são brasileiros.

Anúncio do filme Superman - O Retorno

Publicidade da Gillette. Todo o interior do elevador é coberto de “pelos”, exceto a porta, que leva a mensagem “Prefere assim? 98% das mulheres também”. Genial.

Look Inside

Advogados de divórcio

Empihadeira - “Alta Performance”

Coca-Cola Zero

Bolacha com leite![]()
Criação de Adão. Não sei quem é o anunciante, mas a ideia parece muito boa.
Sport Batel Gym - “Evite o efeito sanfona”.![]()
“Com medo de perder seu cabelo?”![]()
Escola de Taekwondo
Claro
Fontes:
Comercial da EPURON - Mr. W
Estava assistindo ao programa AD Persuasion, no canal ManagemenTV, e mostraram esse comercial. Tenho a impressão de já tê-lo visto antes, mas não lembro bem. É simplesmente incrível. Uma ideia simples, que não precisa de grandes recursos ou efeitos, mas surpreendente, que te prende até o fim do vídeo. Não sei de que ano é o comercial, mas parabéns a Paranoid US, agência criadora da peça, pela excelente propaganda. Genial.
Achei a campanha do Novo Uno maravilhosa. Todos os comerciais ficaram muito legais. O que postei acima me agradou pela animação, a brincadeira com as cores (curiosidade: existem diferentes versões desse comercial sendo veiculadas. Cada uma termina com um Uno diferente sendo “escolhido”. Reparem.); a versão da musiquinha tão conhecida da infância de todos nós também ficou muito boa. Gostei muito também do comercial do bebê. Toda a campanha publicitária da Fiat ficou muita boa. Exploram bem o arquétipo lúdico do carro, as cores, a personalização. Uma comunicação jovem que condiz com o produto.
Ah, e há um detalhe que eu gostaria de acrescentar: eu estou simplesmente apaixonada por esse carro. Eu quero um, muito mesmo! (Quem quiser me dar de presente, tenho preferência pelo amarelo ou vermelho, com o Kit Young. Grata)
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